Ansiedade e Insegurança: Nada a Ver?

Entenda o Que Fazer Para Seus Sentimentos de Insegurança e Autocrítica não Dispararem Suas Crises de Ansiedade e Pânico.

O julgamento mental que você faz de si mesmo pode estar te dominando e até arruinando a sua vida. Sabe aquela voz que na sua mente fica te criticando? Enquanto faz alguma tarefa banal, enquanto dirige, enquanto cozinha…essa voz afirma para você: “Ei! Porque você está fazendo tal e tal coisa errado? Está mal feito…poderia ser melhor. Não está bom o suficiente”.

E pensar tudo isso, acontece porque você se sente inseguro. Você acha que, dentro de você, em algum lugar, você não é capaz. Como a insegurança foi parar na sua mente é outra história…longa. Posso dizer por hora, resumidamente, que alguém te disse que você não era capaz e você acreditou. Ficou gravado no seu subconsciente.

E talvez você nem perceba, mas essa voz da insegurança aparece muitas e muitas vezes ao dia dizendo essas e outras coisas a respeito de você…

E você sabe que voz é essa? Você sente que esse pensamento, que diz isso para você, foi uma escolha sua? Ou vem sozinho e você não controla?

É exatamente aqui que estão os dois pontos importantes:

  1. Você não escolheu;
  2. Você não está no controle.

Fim? Claro que não. Esses 2 pontos importantes, que desencadeiam sensações horríveis na gente – e uma delas é a ansiedade – podem ser mudados. E o que você precisa fazer para começar a mudar isso é muito simples: é só SE PERCEBER.

A insegurança e a crença falsa de incapacidade que muitas pessoas ansiosas tem traz no pacote uma outra coisa que muitas vezes atrapalha muito: a timidez. A timidez e a sensação de inadequação em ambientes com outras pessoas são um prato cheio para a ansiedade.

A fobia social vem daí, em casos mais extremos. A esquiva (fugir/evitar) de sair de casa e estar com outras pessoas é desencadeada pela crença falsa de que a pessoa não tem uma performance boa, que é inadequada, que os outros são melhores e que estão julgando ela como sub qualificada.

E essa é uma dor indescritível.

Por medo de ser julgado e rejeitado pelos outros, a pessoa evita as pessoas e se relaciona basicamente consigo mesma ou tem muitas dificuldades na convivência social. Qualquer crítica vinda de alguém, a pessoa desmorona. Infelizmente.

E optar por relacionar-se mais consigo mesma não resolve o problema. Evitar as pessoas e isolar-se leva a pessoa a estar constantemente sob o próprio julgamento.

Se você se observar, vai perceber que você é muito mais crítico com você do que com os outros. Você diz coisas para si mesmo que talvez não dissesse aos outros. Da mesma forma, se alguém dissesse para você o que essa vozinha te diz, você não toleraria. Certo?

E como você não controla (teoricamente) seus próprios pensamentos (na sua opinião), essas críticas vão com você onde você estiver. Incansáveis. A medida que você lê essas palavras que estou escrevendo, pode ser que você reconheça uma verdade importante e fundamental: a dor da insegurança e da timidez não é somente gerada pelos pensamentos e sentimentos de autocritica que você tem.

Essa dor é também aumentada pelo esforço que você faz para evitar ou escapar desses pensamentos e sentimentos.

É bem natural que você tente estratégias para fugir ou evitar a fonte que te causa dor. Mas infelizmente, o mesmo esforço para tentar fugir dos pensamentos ou de eliminá-los  – ou controla-los – normalmente os intensifica ainda mais. Ou seja…tudo à que você resiste, persiste.

Como resultado disso, essa maneira de tentar lidar com a dificuldade emocional e mental, pode levar a desenvolver um padrão de resposta confuso e improdutivo que fica cada vez mais enraizado e traz ainda mais sofrimento.

O que quero dizer em resumo é: as estratégias de ‘calar a boca’ dessa voz são superficiais e NÃO FUNCIONAM. Não é esse o processo mental para mudar esses pensamentos. E o pior de tudo: a estratégia de evitação é um fósforo para o barril de pólvora da ansiedade. Perigosíssimo.

Felizmente, você não tem que tentar controlar e evitar esses pensamentos que trazem tanto sofrimento, para reduzir o poder e a influência que eles tem na sua vida. Você pode simplesmente deixar eles acontecerem…deixar eles passarem pela sua mente como um vento que vem e vai embora. Não resista. Ao invés disso, coloque o foco da sua mente e a sua energia nas coisas que você valoriza na vida. Não tem porque você ficar procurando onde estão as suas falhas e consertá-las, numa tentativa de ter relações interpessoais melhores.

Você acha que, dessa forma, sendo ‘perfeito’, não será julgado pelos outros e assim será aceito e terá relacionamentos melhores? Sinto te dizer, mas você vai virar escravo desse esquema mental por que os outros (na sua cabeça) vão sempre te julgar. E além deles, ainda existe o pior juiz de todos: você mesmo.

E na realidade, não ter falhas e ser perfeito não tem nada a ver com qualidade e satisfação em relacionamentos. Você precisa aceitar que não tem. Por que se tivesse, ninguém conseguiria ter relacionamentos satisfatórios e de qualidade. Por que todo mundo tem falhas!

A prática de derrubar essas crenças negativas a respeito de você mesmo, irá te ajudar a eliminar esses pensamentos negativos de autocritica que você tem e, consequentemente, você irá relaxar e se entregar mais naturalmente às relações. Vai te ajudar a estar confortável e feliz em ser você mesmo. E isso é fundamental para ser feliz.

O que você precisa fazer é aceitar quem você é. Só assim você será capaz de enxergar que os outros também te aceitam como você é.…você que não percebe.

Estar escravo do auto-julgamento ou do julgamento dos outros só te faz perder momentos na vida.

A insegurança, quando exagerada nesses níveis, está diretamente relacionada a autocritica e a rejeição. Enquanto o equilíbrio está relacionado a AUTO ACEITAÇÃO e autocompaixão.

Os exercícios diários de relaxamento, respiração, consciência plena e inúmeras outras técnicas vão te ajudar a olhar para você mesmo com consciência e não com criticismo. E isso já é um enorme ganho. Essas práticas te permitirão começar a observar e identificar os seus hábitos mentais e comportamentais que geram o incomodo e o sofrimento da insegurança e, consequentemente, a ansiedade.

Essas tomadas de consciência podem diminuir muito a sensação de ‘corda no pescoço” que as crenças limitantes e essa voz interior colocaram em você. Isso tudo vai reduzir o poder que elas têm sobre a sua vida emocional.

Para Praticar:

Não se julgue – você pode se aceitar como você é, ao invés de se criticar (e se punir) pelo que não é.
Momento a momento, AQUI e AGORA – você deve se concentrar em estar com a mente sempre no momento presente ao invés de no futuro em alguma situação ideal imaginada que fica rondando a sua mente. Isso só vai te deixar ansioso. E muito!
Pare de evitar os pensamentos de autocrítica que te assustam e disparam a ansiedade. Isso só vai colcoar “lenha na fogueira”. Tome consciência do fato de que você pode ter falhas e perdoe-se. Abra seu coração para você mesmo.
Com as práticas de tomada de consciência e de auto-observação, você vai deixar de se ver com a falsa percepção de que você é um ser limitado
Generosidade de espírito – você pode se libertar da prisão dos pensamentos negativos e autocríticos.

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Um abraço!

Elsie

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Tereza
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Tereza

Gostei muito da sua explicação.
Ajudou bastante

Neia
Visitante
Neia

Gosto muito de suas explicações, tem me ajudado muito obrigada pelo carinho de ajuda ao próximo, que Deus te abençoe sempre.

Joana
Visitante
Joana

Gostei muito! Desse texto, parabéns!

Jéssica
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Jéssica

Impressionante essa visão, ajuda muito ler coisas que fazem sentido.

Marta
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Marta

Muito boa a explicação, as vezes eu imagino que as pessoas não me acham boa e isso me estressa muito,me sinto muito mal essa sensação me corrói.

ivanete
Visitante
ivanete

Muito obrigada…

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